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quinta-feira, 11 de março de 2010

Fim de semana em Sesimbra (Destinos e locais a visitar)



O concelho de Sesimbra situa-se no sudoeste da Península de Setúbal, a sua linha de costa, com múltiplas paisagens, estende-se desde a Lagoa de Albufeira até à Serra da Arrábida.

Porto de pesca e uma estância de Verão preferida pelos lisboetas, Sesimbra tem diversas atracções para que deseja passear ou libertar-se do stress do dia-a-dia. Recomendamos que saia de casa, leve a máquina fotográfica e aproveite o fim-de-semana.

Eis alguns dos locais que poderá visitar aquando a sua estadia em Sesimbra, que não estão condicionados ou não necessitam de acompanhamento técnico:


Moinho da Azóia

Edificado em finais do século XIX, foi o moinho mais ocidental de uma rede de moinhos eólicos que existiam em vários montes virados a Sul. Laborou até final do século XX, tendo sido recentemente recuperado e apetrechado para voltar à actividade.

É construído em pedra e cal, com planta circular de 7 metros de diâmetro, 5,50 metros de altura e paredes de 1,60 metros de espessura. Albergava o engenho de moagem, ligado no piso inferior ao depósito e no piso superior às velas.

GPS: 38°26'23.84"N / 9°10'27.70"W

Fortaleza de Santiago

A Fortaleza de Santiago, também conhecido como Forte da Marinha, Forte da Praia encontra-se situada na vila de Sesimbra, é uma estrutura que remonta à época da Restauração da independência, quando no reinado de D. João IV (1640-1656) se determinou a sua edificação.

No século XIX, tendo perdido a função defensiva diante da evolução dos meios bélicos, foi desguarnecido e desartilhado em 1832. Posteriormente as suas instalações foram cedidas para uso da Alfândega (1886) até que, desde 1879, passou a abrigar o quartel da Guarda Fiscal.

GPS: 38°26'34.69"N / 9°6'5.32"W

Capela do Espírito Santo dos Mareantes

Edificada no século XV como sede da Confraria do Espírito Santo dos Mareantes de Sesimbra, possuía uma capela e um sprital (hospital), arruinados com o terramoto de 1755. O hospital foi encerrado e permaneceu a Capela, até meados do século XX.

De planta rectangular, e com fachada de estilo barroco, o edifício organizava-se no seu interior por dois pisos: a capela, no superior, e o antigo sprital, no inferior, surgindo neste último grafitos parietais de embarcações datadas do século XVII-XVIII.

Foi classificada como Imóvel de Interesse Público pelo Decreto-lei n.º 129/77 de 29 de Setembro, e em 2000, a Câmara Municipal de Sesimbra, em parceria com a Direcção Geral de Edifícios e Monumentos Nacionais iniciou a sua recuperação.

GPS: 38°26'38.13"N \ 9° 6'6.74"W

Horário de funcionamento
Verão De terça a domingo, das 14.30 às 19 e das 21 às 23.30h Encerra às segundas
Inverno De terça a domingo, das 9 às 12.30 e das 14 às 17.30h Encerra às segundas-feiras


Forte de S. Teodósio

Foi edificado entre 1648 e 1652 para complemento de defesa da baía de Sesimbra. Em 1755, o terramoto danificou-o, tendo sido recuperado e reutilizado no inicio do século XIX.
Após as lutas liberais foi abandonado e em 1895 passou a acolher um farol. De planta poligonal irregular, apresenta dois baluartes quadrangulares virados a Sul, que protegiam o complexo habitacional da guarnição e do paiol, uma torre de planta circular na praça de armas, que protegia a cisterna e um farol na bateria alta.

Foi classificado como Imóvel de Interesse Público pelo Decreto-lei n.º 95/78 de 12 de Setembro.

GPS: 38°26'05" N 9°06'60" O

Castelo de Sesimbra

É o último dos Castelos portugueses sobre o mar a manter a traça medieval. Apresenta planta irregular, ocupando todo o topo da encosta. O lado nascente é composto pela alcáçova com a torre de menagem e os torreões, enquanto que o restante perímetro comporta a cerca vilã, protegida nas portas por torreões e no seu extremo poente por uma torre.

No século X foi reforçado pelo emirato omíeda e definitivamente reconquistado antes de 1199 por colonos francos. Até ao século XVI acolheu a vila de Sesimbra, entrando depois em ruína, só travada pelo restauro realizado entre 1936 e 1941.

Foi classificado como Monumento Nacional pelo decreto de 16 de Junho de 1910 e Zona de Protecção pela portaria do Ministério das Obras Públicas e Comunicações de 9 de Outubro de 1945 e pela portaria do Ministério da Educação Nacional de 23 de Setembro de 1960.

GPS: 38° 27.169' N 9° 06.404' W

Horário de funcionamento:
Verão Todos os dias, das 7 às 20 horas
Inverno Todos os dias, das 7 às 19 horas


Pelourinho

Este símbolo do municipalismo português terá sido edificado na actual vila de Sesimbra no século XVI, sendo destruído em inícios do século XX. Em 1988, o município promoveu a edificação de uma réplica no local do original.

A estrutura de pedra calcária emerge a partir de um podium de três degraus quadrados, com uma base redonda a que se sucede um longo e esguio fuste circular, terminando o seu topo num capitel quadrangular encimado por um esporão cúbico. Foi classificado como Imóvel de Interesse Público pelo Decreto-lei n.º 23.122 de 11 de Outubro de 1933.

GPS: 38°26'37.30"N / 9° 5'58.85"W

Santuário de Nossa Senhora do Cabo Espichel

A partir do culto de Nossa Senhora do Cabo e da quatrocentista Ermida da Memória, no século XVIII por ordem de D. Pedro II e de D. José, é edificado um santuário que vai perdurar ao culto até à transição do século XIX-XX, quando entra em declínio.

O santuário congrega a Igreja edificada entre 1701-1707 em estilo chão, duas alas de hospedarias construídas após 1715 e ampliadas entre 1745-1760, a casa da água datada de 1770 e abastecida por um aqueduto e a casa da ópera, de finais de oitocentos.

Foi classificado como Imóvel de Interesse Público pelo decreto n.º 37.728 de 5 de Janeiro de 1950 e Zona Especial de Protecção pela portaria de 29 de Novembro de 1963.

GPS: 38°25'13.24"N / 9°12'49.25"W

Jazida de Icnofósseis da Pedra da Mua

Esta jazida, formada no Jurássico (150-140 milhões de anos a.C.), está associada à lenda de Nossa Senhora do Cabo Espichel, correspondendo a um conjunto de várias lajes calcárias que acolhem diversos trilhos de pegadas de dinossáurios saurópodes.

Apresentando sequências sedimentares carbonatadas, margosas e detríticas, desde o Triássico até ao Cretácico (entre os 250 e 130 milhões de anos a.C.). A sua origem associa-se ao fenómeno de inversão tectónica que motivou a emergência da Arrábida. Foi classificada como Monumento Natural pelo Decreto-lei n.º 20/97 de 7 de Maio.

Acesso livre
GPS: 38°25'13.24"N / 9°12'49.25"W

Jazida de Icnofósseis dos Lagosteiros

Está localizada no Cabo Espichel e foi formada no Cretácico (130-120 milhões de anos a.C.), época de terrenos planos, alagadiços e pantanosos, que depois se transformaram em rocha calcária, acolhendo e preservando os trilhos de pegadas de dinossáurios.

A jazida apresenta dois trilhos de animais bípedes, um carnívoro e outro herbívoro, dispostos em diferentes orientações, numa camada de calcário castanho amarelado associado a estratos de rochas areníticas e de areias consolidadas do Cretácico.

Foi classificado como Monumento Natural pelo Decreto-lei n.º 20/97 de 7 de Maio.

Acesso livre
GPS: 38°25'31.49"N / 9°12'53.92"W

Cabo Espichel e o seu Farol

O Cabo Espichel está localizado em Portugal, a ocidente da vila de Sesimbra. É delimitado a sul e oeste pelo oceano Atlântico e a norte pela estrada nacional 379 e Ribeira dos Caixeiros. Na sua extremidade, vislumbra-se, vertiginosa e abissal, a Baía dos Lagosteiros.

O Farol foi inaugurado em 1790, em 1865 era alimentado por azeite, mudando de combustível em 1886, quando a sua luz passou a ser alimentada por incandescência de vapor de petróleo e, muito mais tarde em 1926 por electricidade. Em 1983 este farol tinha instalado um aparelho iluminante chamado de primeira ordem que emitia luz em grupos de quatro clarões brancos, em vez do antigo sistema de luz fixa. Com este novo sistema passou a ter um alcance luminoso de vinte e oito milhas náuticas (quarenta e cinco quilómetros).

A estrutura de apoio ao farol foi aumentada para os lados por volta de 1900.
Em 1947 entrou numa nova era no que diz respeito à iluminação. Foi montado um aparelho óptico aeromarítimo, que já tinha estado ao serviço do Farol do Cabo da Roca. Esta nova óptica dióptica - catadióptica chamada de quarta ordem, um modelo de grandes dimensões, apresenta três metros de distância focal, produzindo lampejos simples, agora com um alcance luminoso de quarenta e duas milhas náuticas (cerca de sessenta e sete quilómetros).

GPS: 38°24'56.36"N / 9°12'57.43"W

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