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quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Reserva Dark Sky portuguesa - Descubra o céu do Alentejo no Alqueva

A região alentejana do Alqueva vai implementar em 6 dos seus Municípios, aquela que será a primeira Reserva Dark Sky portuguesa. Assim, Barrancos, Portel, Reguengos de Monsaraz, Alandroal, Moura e Mourão vão ter uma nova vida ao cair da noite. Esta iniciativa pretende dar a quem visita a região a oportunidade de usufruir do território sob um céu límpido e estrelado, deixando-se levar até onde o seu imaginário permitir.

Associado à Reserva está ainda a criação de uma Rota Dark Sky, através da qual turistas e curiosos podem escolher actividades nocturnas, como passeios pedestres, passeios a cavalo, observação de estrelas, birdwatching, wild-nightwatching, entre várias outras actividades.

Alentejo a avançar no caminho certo. O Alqueva apresenta características únicas para o desenvolvimento de uma Reserva deste tipo que, além de ser inovadora, é ecológica. O projecto permite obter compromissos no âmbito da sustentabilidade a nível económico e ambiental, dos quais se destaca a redução da factura energética e o posicionamento privilegiado face a novos mercados.

Esta é uma iniciativa da TGLA – Turismo Terras do Grande Lago do Alqueva, da Genuineland – Rede de Turismo de Aldeia do Alentejo, da EDIA, SA e da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo.

O projecto foi apresentado no passado dia 8 de Setembro, num seminário que decorreu no auditório do Fórum Cultural Transfronteiriço de Alandroal. Subordinado ao tema “Sustentabilidade em Rede: Reserva Dark Sky em Alqueva”, o seminário contou com a presença de alguns dos maiores especialistas mundiais nas áreas em debate, como Jafar Jafari, professor catedrático da Universidade do Algarve, e teve o apoio da Câmara Municipal de Alandroal.

A Reserva Dark Sky é um projecto promovido, em conjunto, pela Rede de Turismo de Aldeia do Alentejo, Turismo Terras do Grande Lago Alqueva, Empresa de Desenvolvimento e Infra-estruturas de Alqueva (EDIA) e Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo e conta com o apoio das Autarquias dos concelhos onde vai ser implementado, entre eles o Alandroal.

Segundo Apolónia Rodrigues, presidente da Rede de Turismo de Aldeia do Alentejo, “o Dark Sky é um projecto de observação astronómica nocturna, pioneiro em Portugal, que visa implantar no território uma reserva onde seja possível ter o céu o mais escuro possível à noite, o que implica diminuir todo o tipo de poluição luminosa”. Segundo estudos recentes a crescente poluição luminosa está a fazer com que, em muitos pontos do globo, já não seja possível ver as estrelas. Por isso mesmo, em 2007 a UNESCO aprovou uma declaração que vem institui o direito a visualizar um céu estrelado.

Uma Reserva Dark Sky será um local onde existe um compromisso de defender a qualidade do céu nocturno e onde o acesso à luz das estrelas tenha sido estabelecido, sendo que a sua principal função será a de preservar a qualidade do céu nocturno, e respectivos valores, sejam eles culturais, científicos, astronómicos, naturais, ou relacionados com a paisagem.

Jafar Jafari, professor catedrático da Universidade do Algarve e Think Tank da Rede de conhecimento UNWTO, explicou que “actualmente, o maior problema que se coloca ao turismo é um problema comum a todas as áreas, a sustentabilidade. É preciso recordar que muitas das experiências que vendemos em turismo estão relacionadas com a natureza, no entanto, estamos gradualmente a destruir esse bem precioso que é a natureza. A poluição que criamos, seja sonora, do ar ou luminosa, está a destruir a natureza”.

Jafari adiantou ainda que “é urgente recuperar aquilo que queremos vender como produto turístico, a natureza, e o projecto Dark Sky é uma espécie de «chamada de atenção» para esse facto, uma vez que implica que se reduza a poluição luminosa”. Recorde-se que cada reserva Dark Sky terá requisitos específicos adequados às suas características e singularidades. Além disso, uma declaração de reconhecimento de uma “Dark Sky Reserve” terá que ser acompanhada por um plano de acção participado e um conjunto de recomendações destinadas a preservar e recuperar a qualidade do céu nocturno até aos limites do possível, prestando atenção às questões culturais, educacionais, científicas e aos benefícios ambientais.

Segundo os organizadores do seminário, as Terras do Grande Lago (Alqueva) possuem condições óptimas para entrarem neste restrito clube, frequentado por alguns milhões de pessoas em todo o mundo, estando por isso empenhados em criar no local uma reserva Dark Sky, razão pela qual é realizado este seminário.

Por seu lado, Carlos Costa, coordenador da Área de Investigação em Turismo da Universidade de Aveiro, referiu que “é imprescindível que todos os agentes e entidades ligadas ao turismo comecem a trabalhar em rede. Só assim se conseguem optimizar os recursos, de forma a oferecer um produto final mais dinâmico, completo e diferenciador”.

João Grilo, presidente da Câmara Municipal de Alandroal, assegurou que “foi muito importante para o Alandroal ter recebido um seminário com esta importância e com um leque de oradores deste calibre. Além disso, sendo o Alandroal um dos concelhos onde o projecto Dark Sky vai ser implementado, os temas que foram debatidos são da maior relevância para nós, uma vez que nos vão ajudar colocar o projecto no terreno, sem esquecer nenhum aspecto importante.

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